terça-feira, 5 de julho de 2011

As 7 leis universais de Noach e conversões express

Fernando Bisker - De Miami - EUA

Muitas religiões têm o proselitismo como parte integral de sua fé. Algumas enviam, por exemplo, grupos de missionários a países africanos, a colônias européias, organizam caravanas. Também há guerras religiosas, nas quais uma determinada fé e tradição são impostas à força, e acredita-se que somente a conversão do próximo trará a salvação para o mundo.

Como o judaísmo encara a conversão? Por que não fazemos conversões em massa?

Segundo a Torah, o povo judeu, ao contrário do que se fala, não é considerado um povo superior. Não se prega o judaísmo como a religião ideal para todos, nem acreditamos que todos devam cumprir os preceitos da Torah. Nossas leis determinam que nós judeus devemos cumprir os 613 mandamentos; e não-judeus devem cumprir apenas sete preceitos básicos.


Quando um não-judeu deseja se converter, o rabino ortodoxo tenta destituí-lo da idéia, explicando que não é necessário tornar-se judeu para conectar-se com Deus, e que, enquanto não-judeu, é suficiente cumprir as sete leis. Depois de inúmeras tentativas, se o interesse se demonstrar verdadeiro, e verifica-se que o sujeito está disposto a cumprir os mandamentos da Torah, deve-se ajudá-lo no processo de conversão. Não é aceitável que se cobre qualquer valor em dinheiro para efetuar a conversão.

Uma conversão ortodoxa não surge para solucionar a questão do casamento misto. A conversão motivada por este fator apenas, e não por um desejo intrínseco verdadeiro, causa que, na primeira iminência de separação ou briga de casal, o convertido retorne à sua fé original.

A conversão deve ser movida pelo desejo de se tornar judeu. Deve-se levar em conta que trata-se de um processo longo, que envolve muito estudo e responsabilidade, e que o futuro converso terá de comprometer-se com os preceitos judaicos para que seja válida a conversão.

Na própria história judaica, diversos conversos se tornaram grandes rabinos, entre eles o Unklus, sobrinho do Imperador Adriano, um romano que se converteu ao judaísmo e que traduziu a Torah para o Aramaico. Até hoje, esta é a única tradução aceita pelo próprio Talmud. Outros famosos conversos — o avô de Rabbi Akiva, que era pagão; ou em nossa época, o príncipe da Swazilândia, que hoje é rabino famoso e palestrante, que inclusive esteve no Brasil como convidado de honra da Federação Israelita de São Paulo em Yom Hatzmaut, há uns anos atrás.

Alguns agentes de má fé, que transformam o ato de conversão num negócio lucrativo, com "conversões express" e conversões que não são válidas segundo estatuto do Rabinato de Israel, devem ser alertadas a não instruir os possíveis conversos de forma equivocada. Não existe nenhuma obrigação para um não-judeu de tornar-se judeu, e, converter-se para deixar convidados, amigos, clientes ou familiares felizes não é uma opção coerente. Uma conversão feita por interesse não é válida segundo nossas tradições e leis milenares. Pode-se até receber um belo "diploma de judeu", mas no âmbito espiritual esta conversão não tem nenhum valor.

Para concluir, gostaria de listar as sete leis descritas na Torah que se aplicam ao não-judeu, segundo o Testamento Original, a Torah. Existe um movimento nos Estados Unidos, Japão e outros países, com centenas de milhares de seguidores, chamados de Bnei Noach, pessoas que seguem os preceitos descritos na Torah para um não-judeu.

Sete Leis de Noach

  • 1. Não fazer idolatria, não servir a nenhuma imagem. Somente acreditar em um só Deus.
Idololatria
AVODA ZARA
  • 2. Está proibido amaldiçoar Deus. Blasfemiar.
Elevar o nome Divino
BIRCHAT -KILELAS- HASHEM
  • 3. Não matar. Está proibido matar a qualquer indivíduo em qualquer circunstância (exceto por auto-defesa)
Derramamento de Sangue
SHEFICHAT DAMIM
  • 4. Não adulterar. Está proibido manter relações ilícitas.
Transgressões Sexuais
GILIU ARAYOT
  • 5. Não roubar. Está proibido roubar de qualquer pessoa ou objetos pessoais. Também está proibido sequestrar. Não pagar um salário também é considerado um roubo.
Não Roubar
GEZEL
  • 6. Obrigação de estabelecer sistemas de justiça "Justos" e aplicar a justiça de forma correta.
Sistema Legal
DINIM
  • 7. Está proibido comer um membro de um animal vivo. Somente está permitido comer um animal até o mesmo não estar se mexendo e estar morto. (Não é necessário comer comidas kasher e fazer o abate de acordo com a tradição judaica)
Comer Animais Vivos
EVER MIN HACHAI


terça-feira, 14 de junho de 2011

Ética e Sabedoria:

A Carta do Ramban (Nachmanidês)


Rabi Moshe ben Nachman, conhecido pelo acrônimo “Ramban” ou Nachmanidês, nasceu em Gerona, norte da Espanha, no ano 1195 (4955), numa família rabínica proeminente. Estudou com os grandes sábios da época e foi reconhecido como a mais alta autoridade em Lei Judaica. Essa carta foi enviada por ele de Eretz Israel ao seu filho, Nachman, na Espanha, para inspirá-lo a alcançar as qualidades de santidade e humildade. Instruiu seu filho a ler essa carta uma vez por semana, bem como a transmitir esets ensinamentos a seus filhos, que deveriam sabê-la de cor, para moldar seu caráter enquanto jovens. O Ramban assegurou a seu filho que no dia em que lesse a carta, seus desejos seriam realizados pelos Céus. Também prometeu que todo aquele que se habituasse a ler esse texto seria poupado de aflições e seus pedidos serão aceitos por D’us.

Acate, meu filho, a conduta moral de seu pai, e não abandone a orientação de sua mãe. Acostume-se a falar gentilmente com todos, sempre. Isto o protegerá da ira, um dos mais graves defeitos de personalidade, que pode levar a pessoa a cometer erros.

Nossos sábios ensinaram: “Quem explodir em raiva, toda espécie de aflição o dominará, assim como está escrito: ‘Retire a raiva de seu coração e remova o mal de sua carne’.”

O mal aqui mencionado refere-se às aflições espirituais, assim como está escrito: “O perverso está destinado ao dia da aflição.”

Logo que você tenha se distanciado da raiva, a humildade entrará em seu coração. Esta é a qualidade mais fina de todas as características humanas admiráveis, assim como dizem as Escrituras: “Como consequência da humildade vem o temor a D’us. “ Por meio da humildade, o temor a D’us se intensificará em seu coração. Só assim estará ciente de onde você veio e para onde está destinado a ir. Compreenderá que sua vida é tão frágil quanto a de um molusco – principalmente na morte. Esse tipo de humildade o lembrará diante de Quem será chamado para julgamento– diante do Rei da Glória, sobre Quem está escrito:” Eis que as Alturas dos céus não podem conter-Te, tampouco os corações dos homens. E também está escrito: “Por acaso Eu não preencho os Céus e a Terra? – diz o Eterno.”

Depois de considerar bem essas idéias, se inspirará em reverência perante o Criador e agirá com cautela para não errar. Uma vez que você tenha adquirido essas qualidades, com certeza estará feliz com o seu quinhão.

Quando a genuina humildade permear todo seu comportamento – i.e., quando se portar com recato diante das pessoas, com temor diante de D’us e for cauteloso em relação às transgressões – só então o espírito da Presença Divina pairará sobre você, como também o esplendor de Sua Glória; e você viverá a vida do Mundo Vindouro.

E agora, meu filho, entenda claramente que aquele que é acometido de orgulho em seu coração em relação a outros homens se rebela contra a soberania Divina, porque se glorifica com a vestimenta de D’us, pois está escrito: “D’us reina, Ele Se adorna com o manto da grandeza.”

De que haveria o homem de se orgulhar? Se acumulou riquezas deve reconhecer que é D’us Quem torna a pessoa pobre ou rica. Se é honorável – por acaso a honra não pertence a D’us, como está escrito: “Riqueza e honra vem de Ti”? E como pode se glorificar com a honra de seu Criador? Se se orgulha com sua sabedoria, deveria entender que D’us pode remover a fluência da fala do mais competente e abolir a sabedoria do mais sábio.

Assim sendo, todos os homens se igualam diante do Criador. Em Sua ira Ele derruba os orgulhosos; por Sua vontade Ele engrandece os oprimidos. Portanto, seja humilde e o Eterno o exaltará.

Assim sendo, devo explicar-lhe como poderá se acostumar à qualidade da humildade, e seguir sempre esse caminho: suas palavras devem ser pronunciadas calmamente; sua cabeça deve estar inclinada; seus olhos devem voltar-se em direção à terra, e seu coração em direção aos céus; ao conversar com alguém, não o encare; considere todos os homens superiores a você. Se alguém é mais sábio ou mais rico, demonstre respeito. Se é pobre e você é mais rico ou mais sábio, leve em consideração que ele pode ser mais justo que você, pois as falhas dele podem ter ocorrido sem querer, enquanto sua transgressão é deliberada.

Em toda fala, ato ou pensamento seus – a todo momento – mentalize que você se encontra diante da Presença do Santo, bendito seja, e que Sua Presença paira sobre você. Como a Glória do Eterno preenche o Universo, fale sempre com reverência e temor, como um servo na presença de seu mestre.

Aja com recato diante de seu semelhante; se alguém chamar por você não responda em voz alta, mas sim gentilmente – em tom baixo, como quem está diante de seu mentor.

Tome a precaução de sempre estudar Torá atentamente, só assim será capaz de cumprir os mandamentos. Quando finalizar seus estudos, pondere sobre o que aprendeu. Observe se pode colocar tudo em prática. Revise suas ações durante a manhã e à noite; e viverá todos seus dias em arrependimento e correção.

Remova assuntos mundanos de sua mente no momento da prece. Prepare seu coração cuidadosamente perante o Altíssimo. Purifique seus pensamentos, e pondere suas palavras antes de pronunciá-las.

Comporte-se desta forma em todos os momentos enquanto viver, e assim não cometerá nenhuma transgressão; sua fala, atos e pensamentos serão íntegros. Sua prece será pura e clara, sincera e agradável perante o Onipresente, abençoado seja, como está escrito: “Quando tu preparas seus corações [em concentração], Tu estás atento [às suas preces].”

Leia esta carta ao menos uma vez por semana para cumpri-la à risca e seguir sempre nos caminhos do Eterno, abençoado seja, para que tenha sucesso em todos os afazeres e mereça o Mundo Vindouro que está reservado para os justos. Todo o dia em que você ler esta carta, os Céus responderão aos desejos de seu coração, amên sela.

In English:

Iggeres HaRamban - The Ramban's Letter
(Written to his elder son, Nachman, with the instruction to read it weekly.)

Hear, my son, the instruction of your father and don't forsake the teaching of your mother (Mishlei 1:8). Guet into the habit of always speaking calmly to everyone. This will prevent you from anger, a serious character flaw which causes people to sin. As our Rabbis said (Nedarim 22a):Whoever flares up in anger is subject to the discipline of Gehinnom as it is says in (Koheles 12:10), "Cast out anger from your heart, and [by doing this] remove evil from your flesh." "Evil" here means Gehinnom, as we read (Mishlei 16:4): "...and the wicked are destined for the day of evil." Once you have distanced yourself from anger, the quality of humility will enter your heart.This radiant quality is the finest of all admirable traits (see Avodah Zarah 20b), because (Mishlei 22:4), "Following humility comes the fear of Hashem."

Through humility you will also come to fear Hashem. It will cause you to always think about (see Avos 3:1) where you came from and where you are going, and that while alive you are only like a maggot and a worm, and the same after death. It will also remind you before Whom you will be judged, the King of Glory, as it is stated (I Melachim 8:27; Mishlei 15:11), "Even the heaven and the heavens of heaven can't contain You" -- "How much less the hearts of people!" It is also written (Yirmeyahu 23:24), "Do I not fill heaven and earth? says Hashem."

When you think about all these things, you will come to fear Hashem who created you, and you will protect yourself from sinning and therefore be happy with whatever happens to you. Also, when you act humbly and modestly before everyone, and are afraid of Hashem and of sin, the radiance of His glory and the spirit of the Shechina will rest upon you, and you will live the life of the World-to-Come!

And now, my son, understand and observe that whoever feels that he is greater than others is rebelling against the Kingship of Hashem, because he is adorning himself with His garments, as it is written (Tehillim 93:1), "Hashem reigns, He wears clothes of pride." Why should one feel proud? Is it because of wealth? Hashem makes one poor or rich (I Shmuel 2:7). Is it because of honor? It belongs to Hashem, as we read (I Divrei Hayamim 29:12), "Wealth and honor come from You." So how could one adorn himself with Hashem's honor? And one who is proud of his wisdom surely knows that Hashem "takes away the speech of assured men and reasoning from the sages" (Iyov 12:20)!? So we see that everyone is the same before Hashem, since with His anger He lowers the proud and when He wishes He raises the low. So lower yourself and Hashem will lift you up!

Therefore, I will now explain to you how to always behave humbly. Speak gently at all times, with your head bowed, your eyes looking down to the ground and your heart focusing on Hashem. Don't look at the face of the person to whom you are speaking. Consider everyone as greater than yourself. If he is wise or rich, you should give him respect. If he is poor and you are richer -- or wiser -- than he, consider yourself to be more guilty than he, and that he is more worthy than you, since when he sins it is through error, while yours is deliberate and you should know better!

In all your actions, words and thoughts, always regard yourself as standing before Hashem, with His Shechinah above you, for His glory fills the whole world. Speak with fear and awe, as a slave standing before his master. Act with restraint in front of everyone. When someone calls you, don't answer loudly, but gently and softly, as one who stands before his master.

Torah should always be learned diligently, so you will be able to fulfill it's commands. When you arise from your learning reflect carefully on what you have studied, in order to see what in it that you can be put into practice. Examine your actions every morning and evening, and in this way every one of your days will be spent in teshuvah (repentance).

Concentrate on your prayers by removing all worldly concerns from your heart. Prepare your heart before Hashem, purify your thoughts and think about what you are going to say. If you follow this in all your daily actions, you will not come to sin. This way everything you do will be proper, and your prayer will be pure, clear, clean, devout and acceptable to Hashem, as it is written (Tehillim 10:17), "When their heart is directed to You, listen to them."

Read this letter at least once a week and neglect none of it. Fulfill it, and in so doing, walk with it forever in the ways of Hashem, may he be blessed,so that you will succeed in all your ways. Thus you will succeed and merit the World to Come which lies hidden away for the righteous. Every day that you shall read this letter, heaven shall answer your heart's desires. Amen, Sela!



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Enxeragando D'us

Enxergando D'us

Para enxeragar D'us devemos nos livrar de conceitos infantis sobre Ele.
De vendas espirituais adquiridas.
A maior dificuldade para enxergar D'us são as vendas espirituais que adquirimos
na infância, é dificil para uma criança enxergar D'us de forma abstrata. Na cabeça
da criança, de acordo com o nível de compreensão de cada uma, D'us precisa de
um corpo ou algum tipo de forma para existir. No entanto a medida que cresce,
que amadurece intelectual e espiritualmente, precisa encontrar outro paradigma-
uma nova estrutura conceitual para entender D'us; para ver D'us.
O problema é que a maioria de nós não encontra esse paradigma.

Somos bombardiados por midia, religiões e informações que não condizem
com a realidade de D'us. Tais como um velho de barba branca e etc que são coisas infantis.
O maior desafio é nos livrar dessas vendas espirituais que nos impedem enxeragar D'us.

De acordo com o livro Enxergando D'us do Rabino David Aaron que traz ensinamentos
de Cabalá (Parte profunda da Torá, dada ao profeta Moshé Rabenu (Moisés)) de modo
prático e realista, não podemos limitar D'us, D'us é tudo e está em tudo, se o fizessemos estariamos fazendo Avodá Zará (idolatria). D'us não pode ser limitado nem a uma palavra por isso a Torá se refere ao nome de D'us composto pelas letras hebraicas, iud, he, vav, he e que
é escrito em português como Y/H/V/H, não é uma palavra e sim um tetragrama que
significa "foi/é/e/será" sugerindo fonte e contexto eternos de toda existência, Aquele
que abarca todo tempo, todo espaço e todo ser.
Inclusive segundo a lei judaica, a pronúncia do tetragrama é proibida. Por isso o judeu
religioso o substitui, nas rezas, por uma palavra completamente diferente - Ado - nai (Eterno).
Isso é para lembrar ao judeu que o que ele vê não pode ser dito; o que vivencia não pode ser definido com palavras ou conceitos. De acordo com a Cabalá, não se deve relacionar nehum
nome ou letra a Realidade Suprema. Então o que fazemos para falar sobre Y/H/V/H sem ficarmos presos a conceitos? O judaísmo evita o problema dizendo simplesmente Hashem, que
em hebraico, significa "o Nome". Essa prática não nos familiariza com um nome; não se usa um nome. Dizer "o Nome" - Hashem - nos lembra que a realidade suprema está, de fato, além de todos os nomes, todos os termos e todas imagens.

A Cabalá inspira uma mudança completa de paradigma e conceitos adquiridos. Ela ensina que Hashem não existe na realidade - Hashem é a realidade. E não existimos ao lado de Hashem; existimos dentro da realidade que é Hashem.

Há uma metáfora que pode nos ajudar a entender nossa relação com Hashem. Trata -se
da relação entre pensamento e pensador: Se crio um homem na minha imaginação, onde
esse homem existe? Na minha mente. Esse homem existe dentro de mim, mas não sou
esse homem. O homem imaginado não sou eu. Ele continuara existindo enquanto eu
continuo a pensar nele. Caso contrário, ele deixa de existir. Mas eu continuo a ser o mesmo.
Não me tornei inferior depois de tê-lo criado em minha imaginação.

Da mesma forma, somos fruto da criação de Hashem. Existimos em Hashem. Mas não somos
Hashem e Hashem não é nós. É um conceito místico. Não há nada destituído de Hashem.
Tudo está em Hashem, Hashem está em tudo, mas Hashem está além de tudo.

Existimos dentro da realidade, incorporamos a realidade, mas, mesmo assim, não somos
a realidade. E se deixássemos de existir, a realidade continuaria, nada menos do que antes
ou depois da criação.

Se quisermos uma relação madura com Hashem, precisamos estar dispostos a mudar
de paradigma. Porém, abondonar velhos conceitos é muito difícil. A mente pode ser como
uma prisão. Escapar dessa prisão da nossa imaginação pode ser mais difícil do que fugir de
uma prisão de cimento e grades. Precisamos escapar do velho conceito nocivo de D'us.


Referência:
Enxergando D'us. Dez lições de vida da Cabalá, Rabino David Aaron